JEFF WRITER

The Right at the "Jeff Writer"

TE COMO

Comendo você não tenho medo das censuras
Eu silencio a censura, nós no quarto de portas trancadas
Ninguém nos vê, e se ao caso nos ouvem, que tampem os ouvidos
Só não me calo porque os gritos são para mim um combustível
Comemos um ao outro! Que saudável! Quanta fartura!
Alguns com menos outros com mais
Mas não importa para nós, porque nosso amor é tocável
Alguns casais perdem tempo pedindo entre si uma esmola
Nós temos amor pra nos devorar inteiro, nós alimentamos o amor
Como sei que você é quem eu quero pra sempre?
Porque o pra sempre é o agora, que me faz esquecer tempo
Esquecer parâmetros, métodos…
Muitos se consomem no álcool, nas drogas, nos jogos…
Muitos se prostituem, se espancam, se destroem…
Muitos se vendem, se escondem, se rejeitam…
Poucos como eu, comem, dormem e bebem… E não tem vicio
Por isso não me castigo por te comer e por ser teu manjar
Podes sim, me devorar, me lamber, me levar numa bandeja para a cama
Qual o pecado nisso? Qual a vergonha disto?
Todos têm fantasias, fetiches, curiosidades, desejos e taras, não tem?
Pois esta é a minha, comer ao meu semelhante!
Pode ser até o meu próximo, sim, quanto mais perto melhor!
E se estiver longe, para que existem os meios de transporte, não é mesmo?!
Desculpa aqui o canibalismo, mas é a mais pura verdade
Como mesmo e não nego que como e se quiser me comer também:
Eu sirvo de duas pernas e braços, barriga e tudo mais.
Sou também uma mistura que te enfraquece e que também traz gás.
Bom apetite, pra quem ainda não comeu hoje.
Olhem muito bem o cardápio, pode sim repetir o pedido
E não é falta de etiqueta encher o prato.
Portanto que não se arrisque em deixar sobras, senão outros comem
Aprendeu?! Agora olha bem nos meus olhos! Viu?! É fome!

10 de Maio de 2009 Publicado por | POLEMICOS | , , , , , , , , , , | Deixe um Comentário

POLÊMICOS

 

Leva! Leva tudo!

Encha meu saco

Torre minha paciência

Deixe-me por aqui com você

Senta no meu colo, e me cale logo

Põe silêncio em minha boca

Faça-me calos, enfrente-me, não me entenda

Pire minha cabeça, bagunce meu cabelo!

Quebre os pratos, pare o trânsito por mim

Se afogue que eu te salvo

Rasga minhas roupas, jogue meus pertences pela janela

Marque comigo e não apareça, deixe-me em vã espera

Believe me… Love me… Hate me… Beije-me

Grite meu nome, escreva-nos na areia, apague com o pé

Afasta meu corpo de ti… Puxe-me depressa

Arranha minhas costas, dê pinta para outros…

Peça desculpas ou me dê gelo ou me coma inteiro

Faça sexo comigo num canteiro

Vê se me acha lá na esquina, ou estou na casa de mãe Joana

Eu tomo no orifício por você quando faço teus prestígios

Castigue-me com teus seios, faça por mim alguns sacrifícios

Arrependa-se, desespera-se, cometa então novos sacrilégios

Joga na minha cara que me ama, e não me dê mais bola

Esmaga-me com tua presença, deixe-me impotente

Eu subo pelas paredes, mas quebramos as paredes

Seja cada vez mais irreverente, mais do que eu possa agüentar

Eu quero polêmica, eu quero tua novela

Eu quero audiência, te quero nua numa capela

Para fazer casamento à moda antiga, como adão e Eva

Eu quero turbulência, eu quero sua loucura e paciência

Eu quero impacto, eu quero tua insanidade e inocência

Eu sou santo, devasso, um prisioneiro, e teu pássaro que voa alto

Eu sou tudo, eu sou nada, eu sou um, e sou todos!

Eu sou a sala cheia, eu sou a sala vazia, mas eu sou…

Simplesmente sou quem te ama!

 

10 de Abril de 2009 Publicado por | POLEMICOS | , , , , , , , , , , | 1 Comentário

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