JEFF WRITER

The Right at the "Jeff Writer"

RENASCENÇA

  

Eu tinha uma reserva de lágrimas

 Que esvaziou após uma catástrofe

Eu, Jefferson Cruz Acácio, falecido no dia 20 de janeiro de 2009. 

Balsamo no corpo, velas para iluminar meus versos

Já estive bem de todas as formas

Já estive mal de todas as formas

Mas nunca estive morto… Enfim, o que parecia ser abstrato, agora é a minha realidade.

E dentro do meu mundo morto, eu busquei uma porta

Mas não existe porta neste mundo mórbido

Aceito o meu funeral lindo e belo com todos chorando por mim

Enfim, não tenho lembranças póstumas.

Pois desde que a inexistência chegou pra mim, eu perdi a memória

Mortos não pensam, não sorriem, não desejam…

Mas as pessoas falam de mim, e dizem como eu era

Foi uma história interessante, porém foi embora.

E não chorem mais por mim, este momento é de glória

Sim, afinal para renascer, precisa incinerar a alma

Agora tem outro Jefferson que anda entre vocês

Este não promete, ele cumpre

Este não se engana, ele deixa você se enganar

Este não suplica, ele ouve para si as suplicas

Este não se sacrifica, ele luta arduamente.

Este não perde tempo chorando, ele se recupera rápido

Este Jefferson está pronto mais do que nunca

Ele veio! Se você o ver, tire o chapéu!

16 de Março de 2009 Publicado por | INTROSPECÇÃO, MORTE | , , , , , | Deixe um Comentário

DE VERMELHO

 

 

 - Pintura expressionista! Como é belo esse quadro vermelho!

Com essa exclamação o artista plástico encheu-se de ironia

E ao olhar bem a expressão de deslumbramento do rapaz

Mirou bem sua obra pregada na parede num tecido amarelado

E como se analisasse enquanto preparava uma descrição artística

Molhou bem os lábios com um desejo de impressioná-lo

Disse com a garganta já lubrificada e um sorriso sádico:

-É sangue!

O rapaz espantou -se e ficou apreensivo com a resposta do artista

E repugnado o chamou de louco!

O artista não se enraivou com o adjetivo.

Pelo contrário tornou a acomodar outra ironia em sua pergunta.

- Ao acaso não é dessa tinta que os homens precisam para ter a arte de viver? -

Perguntou ele ao rapaz!

- Não há de ser sangue de um humano!- Exclamou o rapaz já lamentando pela

vida do desconhecido!

O artista sorriu em retórica e preparou um desfecho para o diálogo:

- Pois os próprios humanos tiram esse componente da vida e desfaz a arte em

instantes! E você, caro rapaz, vê isso acontecer e ainda aplaude!

8 de Fevereiro de 2009 Publicado por | MORTE | , , , , | Deixe um Comentário

   

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