JEFF WRITER

The Right at the "Jeff Writer"

PRECOCE (Jefferson Acácio)

 

 

Esses olhos alegóricos são alérgicos

Estão impedindo minha carta de alforria de escravo teu

Assine minha liberdade da fantasia de submisso a ti

Estou planejando fugir da senzala que pusestes nos seios.

Quanto mais me machucava com sua arrogância

Mais ficava condicionado a sua fúria feudal

Meu resíduo de lagrimas esgotou e perdi o controle na fuga.

Mas não há esconderijo maior, sempre está monitorando meus passos.

Esqueço que tenho pernas e me acomodo nessa prisão.

Cada vez mais dependente de ti, o mais instintivo que seja.

Cada vez mais vulnerável e inferior no seu controle magnético.

Cada vez mais algemado e castigado pelos seus beijos.

Percebe-se que estou mesmo precoce, mas procede-se!

8 de Fevereiro de 2009 Publicado por | 1 | Deixe um Comentário

ROTEIRO (Jefferson Acácio)

 

 

Ela sem mim gera desequilíbrio

Corre o tempo em fast motion

E a cada dia, novo reconhecimento de corpo na cama.

Nós na interação em castidade

E o tempo na cidade congelado ao nosso redor

Estávamos zen e num zoom-in

Fazíamos um closer do beijo

Que decodificava o amor que sentíamos

“Não era só sexo, era ou não era?”

Parecia uma incorporação de sentidos mágicos

Dois corpos celestes desabrigando-se

Do espaço e tempo zerados

O relógio aponta meia-noite

A lua minguante está cheia de beleza

Mas a sensação é de tensão

E cai chuva, desce a lagrima.

Som BG da porta que me desperta da derrota

A composição esta desequilibrada

Estou interpretando um equilibrista

O espetáculo de tragédia está surreal

Quase desmoronando do precipício

É quando paro para não me precipitar

Vejo uma retrospectiva da nossa historia

Se desenrolando em minha memória

E volto a me reenquadrar.

Unimos-nos de uma pulsação vital

Foi como tudo começou

Aquele perfume de rosas e os quadris…

Era pecado leve!

Minha atenção a ela se convergia

E somente aquela deusa era o meu foco ritualístico

Provoquei um esbarrão só para senti-la mesmo sem tê-la

Um plongé dela recolhendo os livros do chão

Eu na câmera subjetiva a escolhi

No relance dessa seqüência me apaixonei

Doce, a linha implícita dos nossos olhares.

Doce, a percepção de que ela representava a abstração do ‘tudo’.

Doce, nossas manhãs de pão na mesa, leite e o enfeite de seu lingerie.

Amargo, o zoom-out dela.

Desastre, o meu filme acaba aqui.

8 de Fevereiro de 2009 Publicado por | 1 | Deixe um Comentário

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