AVENTURAS PELO DESCONHECIDO (By Jeff Cruz)
De repente eu levantei da minha cama com muita disposição
Era uma força tremenda que se manifestava dentro de mim
Eu podia senti-la como se fossem formigas pelo meu corpo
Ao mesmo tempo era uma sensação forte e também era leve
Sim, porque eu não sentia um peso sequer, mais sentia que era forte
Sim, e na minha pele havia essa reação estranha que caminhava em mim
Como formigas mesmo… Acho que transportando a energia da cabeça aos pés
E por dentro, era como se eu tivesse inspirado uma proporção maior de oxigênio
Sentia meus pulmões trabalhando mais rápido pra controlar os impulsos
E então eu levantei da cama com esse inexplicável poder, “prefiro chamar assim”
Ainda liguei o celular para ver as horas, eram exatamente cinco da madrugada
Abri a porta do meu quarto devagar, caminhei até a sala…
Por curiosidade entrei nos quartos para vigiar se todos dormiam bem
Vagarosamente sai para fora da casa, e como um leão observei se algum perigo os ameaçaria
Visto que estavam em segurança, entrei guardando meu urgido no peito carregado de ar.
Fui à cozinha, pois havia em mim uma fome de boi, e meu abdômen se contraia inteiro
Comi o que havia na geladeira, e bebi do vinho que guardavam na adega da casa
Então voltei à sala da casa, abri cuidadosamente a janela… Subi.
Em frente à janela há o muro da minha casa, pois eu cheguei ao muro levemente num salto
Olhei para frente e bem longe, como olhos de águia, avistei o mar e as nuvens estavam lindas
Um céu em tons de azul, laranja e vermelho se emaranhavam no despertar do sol
Enchi novamente meus pulmões daquela energia firme e constante e então pensei:
- EU POSSO VOAR! Foi um levantar de vôo tão seguro de mim, sem asas nem nada
Somente aquela energia que girava ao meu redor, desta vez dos pés a cabeça
Sim, a energia estava mais concentrada nos pés, para me dar o impulso do vôo
Voei… e lá de cima, tudo ia ficando distante… distante… eu via a cidade
Do mesmo jeitinho que vemos no cartão postal, tão pequena que podia se vê de um só olho.
Uma brisa leve no céu, que me soprava do oeste… Acho que era o vento de Zéfiro
O gosto de voar era tão grande em mim, que me parecia não haver mais o chão
Enfrentei Bóreas, Eurus e Nótus, afinal tinha que haver os grandes ventos
Assim também os pormenores Kaikias, Apeliotes, Lips e Síroco sopraram em mim
Fiz então um pouso em Constantinopla, cidade mais importante da Trácia.
Descansaria por lá para seguir jornada ao Olímpo.
Mas ao chegar à cidade não sabia que estava em pé de guerra
Meu primeiro confronto foi com o deus do caos.
Toda aquela desordem e confusão que se gerava na terra de Trácia
Eis que surgia então, em meio à multidão, o deus Eros, filho de Afrofite.
E lutando contra o Caos, com o coração flechado por Eros, eu suspirei bem forte
Ainda consumia-se em mim aquela mesma força que me despertara para esta aventura
Equilibrei a força unificadora através da repulsa desses dois elementos, o caos e o amor.
Então eu passei a desenvolver o equilíbrio e o poder da ordem, sendo assim obedecido.
Após esse controle morei nesta desconhecida terra por alguns anos, e voando parti…
Em busca de novas aventuras promovidas pelo desconhecido.
Ainda sem comentários.

