JEFF WRITER

The Right at the "Jeff Writer"

SE QUISER

Hoje só vou lhe dizer umas três:

Eu-Te-Amo!

Podia dormir sem essa, mas provocou, aí está!

Se não entendeu, eu posso então desenhar

Se quiser escrevo com letra de forma num papel enfeitado

Se quiser faço uma mímica ou faço um bordado

Se quiser envio por correspondência eletrônica ou por correios com um selo de esperança

Se quiser assino o remetente ou como carta anônima!

Se quiser rabisco na areia, ou modelo em forma de símbolo no barro molhado

Se quiser todos os dias eu planto em sua janela uma rosa encantada

Se quiser escrevo uma nota no jornal da tarde e da madrugada.

Se quiser eu canto lá em cima num trio elétrico ou num festival evangélico

Se quiser eu bato no peito bem forte, eu grito e eu berro

Se quiser eu pisco meu olho, eu aceno, eu enceno, eu te declaro

Se quiser eu escondo, eu revelo, eu minto e eu espero

Se quiser eu subo bem alto, não me jogo, mas deixo uma bandeira dizendo “te quero”

Se quiser roubo uma flor do vizinho, te enfeito de lacinhos.

Se quiser eu destravo seu portão, faço na sua vida uma invasão

Se quiser eu falo grego, latim, a língua dos anjos, e o alcorão

Se quiser eu sou um deus, um rei, um servo ou um simples artesão

 E se não me quiser… Solteiro em vão! Mas se quiser… Sou teu então!

 

30 de Maio de 2009 Publicado por | APAIXONADO | , , , , | 1 Comentário

FORÇA DA NATUREZA

 

 

Não sei, mas às vezes acordo com sentimentos que não são meus

 Esses dias, eu fui até o espelho, quando de repente, uma pequena nascente

É! Estava em frente ao espelho, me aproximei para ver melhor

Ali estava ela, tão singela e inexpressiva nascente, quase não se via

Mas quando então duvidei dela, foi quando começou a crescer

Foi ganhando força, talvez não fosse uma nascente ali

Talvez a nascente fosse mais longe, mais lá de dentro da gruta

Não sei como… Mas eu comecei a sentir que era mesmo do interior da rocha

Eu já estava quase colado no espelho, de repente ficou embaçado

Não sei… Um pouco nublado, não se via direito… Passei a mão nos olhos

Meu deus! Acho que fiz alguma coisa errada.

Devo ter, por engano, destravado alguma coisa… uma válvula,,,

Começou um riacho, molhava… Eu secava, molhava, eu impedia

Molhava… Tentei fugir, tentei chamar alguém, mas a garganta estava inútil

Por mais que eu forçasse, não dizia nada, só murmurava.

Uma cascata transbordando… Não sabia o que fazer

Senti uma angustia no peito!

Mas o que podia eu fazer, praticamente imobilizado diante do espelho

Foi quando minha mãe entrou no quarto e num espanto ao me ver naquela situação

Veio ao meu encontro com abraço de quem queria me proteger

Mas porque proteger a mim?! Aquilo não era meu!

Sei lá de quem era ou o que era exatamente o invólucro de água que jorrava

Minha mãe com seus abraços parecia ter colocado uma represa

Mas fiquei sem entender, que força era aquela a da natureza.

30 de Maio de 2009 Publicado por | INTROSPECÇÃO | , , , , , , | Deixe um Comentário

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