JEFF WRITER

The Right at the "Jeff Writer"

POLÊMICOS

 

Leva! Leva tudo!

Encha meu saco

Torre minha paciência

Deixe-me por aqui com você

Senta no meu colo, e me cale logo

Põe silêncio em minha boca

Faça-me calos, enfrente-me, não me entenda

Pire minha cabeça, bagunce meu cabelo!

Quebre os pratos, pare o trânsito por mim

Se afogue que eu te salvo

Rasga minhas roupas, jogue meus pertences pela janela

Marque comigo e não apareça, deixe-me em vã espera

Believe me… Love me… Hate me… Beije-me

Grite meu nome, escreva-nos na areia, apague com o pé

Afasta meu corpo de ti… Puxe-me depressa

Arranha minhas costas, dê pinta para outros…

Peça desculpas ou me dê gelo ou me coma inteiro

Faça sexo comigo num canteiro

Vê se me acha lá na esquina, ou estou na casa de mãe Joana

Eu tomo no orifício por você quando faço teus prestígios

Castigue-me com teus seios, faça por mim alguns sacrifícios

Arrependa-se, desespera-se, cometa então novos sacrilégios

Joga na minha cara que me ama, e não me dê mais bola

Esmaga-me com tua presença, deixe-me impotente

Eu subo pelas paredes, mas quebramos as paredes

Seja cada vez mais irreverente, mais do que eu possa agüentar

Eu quero polêmica, eu quero tua novela

Eu quero audiência, te quero nua numa capela

Para fazer casamento à moda antiga, como adão e Eva

Eu quero turbulência, eu quero sua loucura e paciência

Eu quero impacto, eu quero tua insanidade e inocência

Eu sou santo, devasso, um prisioneiro, e teu pássaro que voa alto

Eu sou tudo, eu sou nada, eu sou um, e sou todos!

Eu sou a sala cheia, eu sou a sala vazia, mas eu sou…

Simplesmente sou quem te ama!

 

10 de Abril de 2009 Publicado por | POLEMICOS | , , , , , , , , , , | 1 Comentário

PAY PER VIEW

 

Foto, holofotes, tapete vermelho…

Estou na fama, não tenho mais segredo

O que me refletia se estraviou, agora é espelho quebrado

São vários pedaços de mim espalhados, quase um inventário

Deixo meus desejos como oferenda numa mesa para banquete

Ou protegido dos famintos populares dentro do armário

Eu sou um artista, não desses que atuam na televisão

Para uns sou eu mesmo sem script e figurino

Para outros prefiro ser apenas uma ilusão

Se quiser rir, eu faço piada, se quiser chorar também estou à disposição

Se você é quase nada, eu sou quase tudo que lhe preenche

Vou transformando teu espaço no meu cenário

Vamos inventar uma história e ganhar ibope no noticiário

A língua do povo nos ajuda… E os pagamos ocupando-lhes o tempo

Se ao povo, o sofrimento e o vazio não tem cura

Então vai aqui mais uma cena para medirem nosso temperamento

Ora se de drama, tragédia e romance enchem-lhes o papo

Ora se é entretenimento de que precisam, assinem então “Pay per View”

Pois nem tudo no mundo é de graça, nem mesmo as bênçãos do papa

Por isso comprem meu nome, está lá vendido na praça

Tem titulo bonito, tem foto e tem capa

Meu conceito está na vitrine ao lado em destaque está o meu perfil

Leiam tudo, consumam tudo, mas tudo mesmo, tudinho…

O lucro vem depois com minha marca num outdoor estampada

E você, que tanto me observa, que tanto de mim fala, continua crescendo para o “nada”

9 de Abril de 2009 Publicado por | POLEMICOS | , , , , , , , , , , | Deixe um Comentário

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