HOMEM ÔMEGA (Jefferson Acácio)
A sirene da escola toca em nossas casas
É hora de ligar a caixa preta reformatória
O show romântico de imagens coloridas
Vinhetas neurotizadas aprisionam nossa atenção
Dispara a emoção 24horas num ritmo antenado.
Fluído, fragmentado, imediato, múltiplo.
Todo esse espetáculo torna-se um ciclo
E nos transformamos em mitos humanos
O alarme da alma dispara em nosso habitat.
É hora de devolver nossos valores reais
Descolorir tudo para o preto e o branco
Desta vez ao som de piano e violino
Tranqüilizar nosso corpo por infinitos dias
Estático, completo, vagaroso, simples.
Toda essa reciclagem reconstruirá o novo
E serão demolidas as falsas construções da ficção
Holofotes de um tempo do reverso
Projetarão luzes da transgressão
Nesse termo nada será transitório
Não teremos um fim, porém fixos seremos.
Uma retrospectiva para outras descobertas
Assim é o homem ômega
Sempre de redefinindo no espaço!
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